É ouvindo “Trouble” (Coldplay), que descortino um passado tão presente em mim. Foi mais ou menos por essa época que uma cortina foi puxada à minha frente (será que fui eu que puxei?), como um divisor de águas entre uma “velha” e uma “nova” eu. E no final foi bom, quer dizer, foi dolorido, e eu sabia que estava sendo um ano diferente. Fiz até uma pausa, uma análise, antes. Aliás, fiz mentalmente várias, inúmeras e incontáveis divagações.
E esse blog, por mais inofensivo que pareça, cumpriu um papel importantíssimo (ai, eu deixei isso aqui meio abandonado esse ano...). Foi refúgio, terapia e uma maneira de me comunicar com os meus fantasmas. E sim, eles existem! E me responderam!
E não, decididamente, não há coisas que devam ser entendidas, assim, de imediato.
Em resumo, às vezes a gente se sente como na música: “Oh, não, eu vejo uma teia de aranha e sou eu no meio”.
Mas, ainda há tantas e tantas cortinas a serem puxadas, não é mesmo? Quem será que coloca elas à nossa frente?
